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O que é o Neurofeedback?

O neurofeedback é uma técnica neuro-comportamental que se baseia no condicionamento operante que permite melhorar o desempenho cognitivo, reduzir o cansaço mental e ainda reduzir e/ou eliminar queixas emocionais e comportamentais, apresentadas pelo paciente.

No que consiste o treino de Neurofeedback?

A base da comunicação entre os nossos neurónios é realizada através de descargas elétricas que, podem ser amplificadas e descodificadas por aparelhos de eletroencefalografia (EEG). O EEG permite identificar as ondas cerebrais, os seus padrões, amplitudes e frequências. Aliado a este registo, existem uma série de actividades mentais.

O neurofeedback baseia-se no registo e análise automática da atividade elétrica do cérebro,  procurando verificar e treinar a actividade cerebral. 

Este procedimento é uma técnica não invasiva, pelo que não é dolorosa. Consiste na colocação de sensores no couro cabeludo do paciente para medir a atividade cerebral e treinar esta actividade através de jogos e imagens projectadas num monitor. Este treino permite alterar padrões de ondas cerebrais promovendo a capacidade de auto-regulação, sendo esta generalizada posteriormente para outras áreas da vida.

O neurofeedback assenta na capacidade que temos em exercitar processos mentais e procura o equilíbrio da função cerebral, bem como a correcção de distúrbios que se podem observar na actividade cerebral.

As alterações da actividade elétrica do cérebro (presença de ondas mais lentas ou mais rápidas) e área onde se encontram, levam a alterações do comportamento e da forma como processamos a informação à nossa volta. Assim, estas alterações podem-se traduzir  em queixas como: dificuldades de concentração e de atenção, dificuldades de aprendizagem, desequilíbrio emocional, ansiedade, ataques de pânico, depressão, etc.


Algumas das suas aplicações:

Melhorar o desempenho

O treino de neurofeedback pode ser benéfico num cérebro saudável. Ou seja, o treino vai permitir aumentar a criatividade, capacidade de atenção e concentração bem como, melhorar de forma geral o rendimento laboral.

O neurofeedback é utilizado, por exemplo, em atletas de alta competição. No sentido de potencializar a capacidade de manter o relaxamento ao mesmo tempo que se mantem altos níveis de concentração. Veja-se o exemplo do A.C. Milan, que usa esta técnica nos seus jogadores, como se pode confirmar num artigo publicado no Wall Street Journal em 2006 pelo jornalista Russell Adams. No seu artigo o jornalista relata a forma como esta técnica é aplicada para melhorar o desempenho dos atletas. Noutro artigo do mesmo jornal o jornalista Bem Murphy, dá a conhecer como as atletas Olímpicas de vólei de praia Kerri Walsh-Jennings and e Misty May-Treanor integram o neurofeedback como parte integrante do seu treino.

A utilização deste tipo de treino é ainda útil para profissionais de altos cargos executivos: aumentando a concentração, a inteligência emocional, para melhoria das habilidades de liderança, melhor gestão do tempo e facilitar processos de tomadas de decisão. Permitindo ao mesmo tempo uma maior capacidade de gestão do stress e melhoria da qualidade do sono.


Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA )

O défice de atenção caracteriza-se por dificuldade em regular a atenção, permanecer atento aos estímulo, na demora em concluir as tarefas e a desorganização. Esta dificuldade na atenção pode ou não ser acompanhada de hiperactividade que se caracteriza por actividade motora excessiva dificuldade em permanecer sentado, sossegado ou calado quando é necessário. Estes sintomas podem ainda ser acompanhados de impulsividade.

As situações acima descritas têm, por norma, origem na alteração das ondas cerebrais ao nível da parte frontal e por vezes medial do cérebro. A eficácia do neurofeedback no reequilíbrio da actividade cerebral tem sido amplamente estudada com resultados que surpreendem pela sua eficácia, sendo necessário evidenciar que nos referimos a uma técnica não-farmacológica.

Diversos estudos têm vindo a comprovar a eficácia do neurofeedback da PHDA. Duas grandes associações científicas internacionais (AAPB - Applied Psychophysiology and Biofeedback e a ISNR - International Society for Neurofeedback Research) reuniram esforços para estudar a eficácia do treino de neurofeedback. Baseando-se em investigações prévias, atribuíram um grau de eficácia de 4 ao neurofeedback numa escala de 5. De forma global o estudo indicam nos casos de PHDA o treino de neurfeedback permite o aumento de ondas rápidas na parte frontal do cérebro e a redução de ondas lentas. Tal vai promover a melhoria na concentração, atenção e desempenho escolar.


Distúrbios de Ansiedade

Quem padece de transtorno de ansiedade tem tipicamente um pensamento ruminativo, ou seja, mantém o pensamento que não é produtivo e é ininterrupto. Este estado leva a alterações da respiração tensão muscular, sudorese, do desconforto no peito, tonturas e palpitação. Esta sensações levam ao aumento da preocupação e alimentam o pensamento ruminativo. Assim, a pessoa é dominada pelo medo e é incapaz de distinguir esta desregulação orgânica como causa ou consequência do que experiêncía.

No caso dos distúrbios de ansiedade têm-se verificado a existência de aumento do metabolismo da região central do cérebro, bem como na área frontal, como demonstram diversos estudos.

A ansiedade associa-se a uma produção excessiva de frequências de atividade muito rápida em determinadas regiões do cérebro. O neurofeedback permite regular essas actividade, permitindo haver um equilibro do funcionamento cerebral, aumentando o estado relaxamento e reduzindo significativas os sintomas, podendo mesmo levar à sua eliminação completa.

 

Depressão

A depressão caracteriza-se pela perda de prazer nas atividades diárias (anedonia), apatia, alterações cognitivas (diminuição da capacidade de raciocinar adequadamente, de se concentrar ou/e de tomar decisões), psicomotoras (lentidão, fadiga e sensação de fraqueza), alterações do sono(mais frequentemente insônia, podendo ocorrer também hipersonolência), alterações do apetite , redução do interesse sexual, retraimento social, ideação suicida e prejuízo funcional significativo (como faltar muito ao trabalho ou piorar o desempenho escolar).

Todos este sintomas se associam a uma assimetria do funcionamento nos dois hemisférios do cérebro. Verifica-se uma redução significativa da atividade da parte frontal esquerda relativamente à parte frontal direita. Esta alteração tem sido considerada umo das causas da depressão, em particular em famílias com histórico depressivo.

O reequilíbrio entre os dois hemisférios apresenta-se como fundamental nestes casos por forma a controlar a sintomatologia. O neurofeedback tem tido efeitos comprovados cientificamente no que respeita à sintomatologia depressiva.


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